Atual coordenador das categorias de base do Santos, o ex-goleiro Edinho afirmou em entrevista ao programa “Bola da Vez”, da Espn Brasil, que poderia ter atuado com sucesso em outra posição não fosse filho do maior jogador de futebol de todos os tempos, o Rei Pelé, que imortalizou a camisa 10.
“Eu nunca tentei ser um camisa 10, hoje existe uma pulguinha na minha orelha de arrependimento. É muito difícil cravar, mas eu acho que poderia ter sido um camisa 10 de destaque no futebol. Eu sempre treino junto com o grupo e todos me perguntam o que eu fui fazer no gol. Acho que como camisa 10 a cobrança em cima de mim seria muito maior”, afirmou o ex-goleiro.
A entrevista completa vai ao neste sábado, às 23 horas, na Espn Brasil e no WatchEspn. Nela, Edinho também lembrou da final do Campeonato Brasileiro de 1995 e citou que, se tivesse o VAR (árbitro de vídeo), o Peixe teria sido campeão e ele pode realizar um sonho já muito bem planejado na sua cabeça.
“Se tivesse o VAR em 95 nós conseguiríamos tirar o Santos da fila. Eu tinha até a cerimônia na cabeça, dando a camisa do jogo para o meu pai. E foi muito triste perder aquela final, estava tudo ensaiado. Eu já refleti muito e inclusive fui cobrado por torcedores: por que não reclamamos mais? É porque queríamos pegar a bola e fazer o gol. Hoje, como treinador, eu imagino que a conduta da equipe foi exemplar. Não tinha o que se fazer ali”, afirmou Edinho.
Em 1995, após uma classificação histórica diante do Fluminense na semifinal, o Santos perdeu o primeiro jogo da final para o Botafogo por 2 a 1 e precisava de uma vitória na segunda partida para ficar com o título. Túlio, em posição irregular, abriu o placar para a equipe carioca. Marcelo Passos, após Marquinhos Capixaba levar a bola com a mão em uma dividida, empatou. No final, Camanducaia fez o gol que daria o título ao Peixe, mas o árbitro Márcio Rezende de Freitas marcou impedimento (o bandeira nada marcou). O atacante santista estava em condição legal.
A geração de Giovanni ficou com o vice-brasileiro em 95 e o jejum de títulos acabou apenas em 2020 com Diego e Robinho.
Verdadeiro cabide de emprego. Colocaram o Edinho, sem experiência nenhuma, para ser coordenador da base e ele já afirmou que pretende ser técnico. Está lá de passagem, até aparecer coisa melhor. Não tem nenhuma afinidade com a função e não pretende seguir com isso. O Santos que depende da venda de dois ou três jogadores/ano para fechar as contas no azul, deveria ter mais critério na contratação de profissionais para a base. Só para citar um exemplo, o Pita, que trabalha no São Paulo, poderia ser uma boa opção. Conhece bem o futebol de base, conhece o futebol de várzea, já foi técnico de time campeão da Copinha, fez curso no exterior acerca de captação de jogadores, enfim, uma pessoa com currículo para tocar uma área tão importante como a base, diferente do Edinho que conseguiu o emprego graças ao Quem Indicou.