
Elenco do Santos se prepara para estreia no Brasileirão (Foto: Raul Baretta / Santos FC)
O técnico Pedro Caixinha comentou sobre os dias de folga concedidos ao elenco do Santos após o amistoso contra o Coritiba, realizado no último dia 16 de março. Em entrevista ao programa Esporte Por Esporte, na noite da última quarta-feira (26), o treinador justificou a decisão com base no planejamento da temporada e na necessidade de recuperação dos jogadores.
Com um calendário que promete ser intenso ao longo do ano, Caixinha reforçou que os períodos de descanso são estratégicos e já foram utilizados por ele em outros trabalhos. O técnico citou sua passagem pelo Red Bull Bragantino, em 2023, como exemplo de que pausas bem administradas podem trazer bons resultados.
“O ano passado, no Red Bull, tivemos sete dias de fôlego, justamente nas pausas FIFA. Foi nesse período que voltamos contra o Flamengo e ganhamos por 4 a 0. Tudo isso está relacionado à forma como organizamos a semana de treinos. Agora, estamos falando do Brasileirão, mas ainda não temos o desdobramento dos jogos. Ele deve sair nos próximos dias. Então, o planejamento da próxima semana ainda não está definido. O mais importante é entender onde há maior densidade competitiva, pois isso gera fadiga física e tática. Quando jogamos a cada dois ou três dias, os jogadores precisam de recuperação”, começou o treinador.
O elenco santista teve quatro dias de descanso antes de retornar aos treinamentos no dia 21 e, após três dias de atividades, recebeu mais um dia de folga em 24 de março.
Além da experiência anterior, o treinador ressaltou que o calendário do futebol brasileiro exige atenção especial para evitar desgaste excessivo dos atletas. Ele explicou que, em períodos de muitas partidas em sequência, o tempo para treinos mais intensos se torna escasso, e a prioridade passa a ser a recuperação dos jogadores entre os jogos.
“Nos períodos de alta frequência de jogos, o treino busca maior sincronização e coordenação da equipe. Como não há tempo para treinar conteúdos ao longo de uma semana cheia, esse processo se perde. Nos 14 jogos disputados em cerca de dois meses, houve uma grande sobrecarga. Por isso, é necessário que os jogadores tenham um momento de pausa. No futebol, só vejo dois tipos de planejamento: a organização da semana e o próximo jogo. Se o próximo jogo for em três ou quatro dias, dou um dia livre, salvo questões logísticas. O jogador tem uma vida fora do futebol e precisa organizar sua rotina”, explicou.
Caixinha também destacou a importância do equilíbrio entre a rotina profissional e a vida pessoal dos atletas. O técnico explicou que muitos jogadores aproveitam os períodos de folga para viajar e passar tempo com a família, o que também faz parte do processo de recuperação mental e física. Para ele, um planejamento eficaz leva em consideração não apenas a preparação para os jogos, mas também a necessidade de descanso dos jogadores.
“Quando há um planejamento mensal, ele também deve ser ajustado para que os atletas possam estruturar suas vidas pessoais. Muitos jogadores viajam longas distâncias para visitar suas famílias. A recuperação é parte essencial do processo, tanto nos dias livres quanto na divisão das cargas de treino. Em uma semana normal, há um padrão funcional que equilibra comportamento e regime de treino. Trabalhamos diferentes estímulos em cada dia. Por exemplo, um dia é voltado à tensão, outro à duração, e outro foca nos comportamentos principais para o jogo”, afirmou.
Por fim, o técnico reforçou que as pausas fazem parte do planejamento da temporada e continuarão a ser aplicadas conforme o calendário. Ele citou como exemplo a próxima Data FIFA, em junho, quando os jogadores terão um período de descanso obrigatório conforme a regulamentação do futebol brasileiro.
“Não há como inventar mais um dia de treino entre o menos cinco e o menos um, pois isso geraria sobrecarga. Isso poderia resultar em lesões musculares ou jogadores indisponíveis para os jogos. Tudo precisa ser planejado. As pausas fazem parte do processo e continuarão a existir, especialmente nas datas FIFA, como aconteceu agora com a folga de quatro dias. Em junho, haverá outra pausa de seleções, com 33 dias, e os jogadores terão, obrigatoriamente, 15 dias de férias, conforme a lei brasileira e a organização do campeonato”, concluiu o português.
O Santos retorna à elite do futebol brasileiro após disputar a Série B na última temporada. Sob o comando de Pedro Caixinha, a equipe busca um bom início no Brasileirão e terá pela frente o Vasco na primeira rodada. A estreia na competição será neste domingo (30), às 18h30 (de Brasília), em São Januário.
Conversa de preguiçoso, todo trabalhador tem vida fora da profissão,trabalham 8 horas por dia ou mais e não somente 2hs e também não tem tanta folga na semana.
Vai trabalhar seus preguiças.
Meu caro, trabalhador comum não faz esforço físico a nível de um atleta de alto nível, tu pode falar de pedreiro, bombeiro etc, mais o nível de estresse muscular que eles sofrem não se compara ao de jogadores profissionais
O SANTOS ESTÁ EM PÉSSIMAS MÃOS..
171 !!
Não sei se o planejamento do Caixinha trará bons resultados , porém sei que ele acerta em tratar os comandados, comissão técnica e atletas, com humanidade, o que não é usual.