Pedro Caixinha explica substituções na derrota do Santos para o Vasco

Tiquinho Soares foi substituído no começo do segundo tempo contra o Vasco (Crédito: Raul Baretta/SantosFC)

Muito criticado pelas substituções na derrota do Santos para o Vasco neste domingo, inclusive pelo presidente Marcelo Teixeira, o técnico Pedro Caixinha revelou em entrevista coletiva que algumas mudanças já estavam programadas pelo desgaste físico de alguns atletas.

O treinador revelou que as saídas de Barreal, Tiquinho Soares e Rollheiser já entram alterações previstas no jogo. No jogo, a comissão técnica utilizou todas as mudanças e entraram Thaciano, Pituca, Deivid Washington, Gabriel Veron e Luca Meirelles.

“É verdade que alguns jogadores sentiraram dificuldade, mas não diria física. Faltava energia. O Tiquinho sabíamos que era alguma das substituições e Barreal, que fez uma grande partida, já tinha algum desgaste em termos de ritmo. O próprio Rollheiser, que teve altos e baixos no jogo, teve uma dinâmica que pensamos que ele poderia ter sido substituído. Quando substituimos foi com a ideia de ter mais presença na área. Não consegui tentar abrir o campo tanto que a bola tivesse chegado mais na área quando tínhamos mais gente, o adversário aproveitou e muito bem. Uma situação do Vegetti, na primeira bola, mesmo marcado. Uma desatenção no regresso dessa segunda bola. Outro tinha um responsável para fazer essa marcação e o Vegetti não pode estar só na área como finalizou”, afirmou o técnico.

O Santos abriu o placar contra o Vasco com um gol de Barreal após assistência de Tiquinho Soares, mas não conseguiu jogar no segundo tempo. Em entrevista ao De Olho no Peixe, o presidente Marcelo Teixeira criticou as alterações.

“Não vejo a queda de preparação físico. Vejo as modificações naturais que o treinador fez. O time estava composto de uma maneira, mesmo sem Neymar e Soteldo, mas o time estava dando uma impressão positiva no primeiro tempo. No segundo, com as mudanças que foram feitas, o time demorou um pouco para impor o ritmo e depois dos 30 minutos o Santos não teve condições de mostrar que tinha forças de virar o jogo”, afirmou o dirigente.