Paulo Turra quer reação imediata do time do time do Santos (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)

O técnico Paulo Turra assumiu o comando do Santos ciente que teria um grande desafio pela frente. O clube não vence há dez jogos, foi eliminado de duas competições e está próximo da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

Pior do que isso, o Alvinegro Praiano vem enfrentando protestos dos torcedores tanto no CT Rei Pelé quanto na Vila Belmiro. Por conta disso, o time santista está punido pelo STJD por 30 dias com portões fechados por conta de bombas arremessadas no gramado da Vila, no clássico contra o Corinthians.

“Nunca é bom jogar sem torcida, especificamente falando do Santos, que é vibrante, tem caldeirão. Nunca é bom jogar sem a torcida. E quanto ao momento que o Santos está, temos que tirar conclusões e fazer de tudo e mais um pouco para sairmos disso, aprendendo para não voltar a ter uma situação dessa. Ninguém gosta disso, e somos sabedores que um time como o Santos, com enorme torcida, tem torcida. E quem não está acostumado a lidar com pressão… Jamais compactuarei com agressões e essas coisas, mas a pressão do torcedor, no estádio, de vaiar, pressionar… Ok, temos que pagar esse preço e, como eu falei, a partir da entrada do CT virar a chave, com novo ambiente, novo ânimo. Vamos em frente. O torcedor do Santos pode ter certeza de que trabalho não vai faltar”, disse Paulo Turra.

O novo comandante santista, apesar de entender o momento ruim, espera que com o trabalho no dia a dia, consiga colocar a casa em ordem e retomar a confiança dos jogadores. Para ele, um atleta profissional que está no Santos precisa saber enfrentar situações de crise.

“É o dia, passar a confiança em cada treinamento, mas sabendo da nossa responsabilidade. São ações durante os treinamentos, vídeos, ações no individual e no coletivo. É um processo, são desafios, e passa muito pelo ambiente que estamos. É um desafio tirar o Santos dessa situação, um grande desafio. Temos que ser homens fortes e suficientes para assumir a responsabilidade. Quem não conseguir, não está preparado para vestir a camisa do Santos. Viramos a chave quando chegamos, é outra história e motivação, com treinos específicos, cirúrgicos, é o dia a dia e abraçar na hora que tem que abraçar, chamar a atenção no coletivo ou individual quando necessário, dar moral, são detalhes. Chegaremos às 7h e sairmos 20h ou 21h se precisar. Vamos viver intensamente, dando exemplo aos jogadores para voltarem a ser jogadores de excelência”.

O Santos volta a campo na próxima quinta-feira (29), contra o Blooming-BOL, na Vila Belmiro, pela última rodada da Copa Sul-Americana. Apesar da punição, o Peixe poderá ter torcida pois o veto do STJD vale apenas para jogos em validade nacional. Os ingressos estão sendo comercializados.

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